Enquanto o mundo segue na contagem regressiva para a COP30 em Belém, a reunião técnica que aconteceu em Bonn, na Alemanha, trouxe reflexões importantes — e sinais claros de que precisamos acelerar a ambição climática.
O evento, oficialmente chamado de SB60 (Sessões Subsidiárias da UNFCCC), reuniu governos, especialistas e representantes da sociedade civil para discutir os temas que estarão em destaque na próxima COP.
O Lado Positivo: Consenso sobre a urgência
Entre os pontos positivos do encontro em Bonn:
✅ Um consenso crescente sobre a necessidade de financiamento climático mais acessível e justiça climática para países em desenvolvimento.
✅ O reconhecimento da importância de incluir adaptação e perdas e danos na mesa de negociações – e não apenas mitigação.
✅ Um avanço importante nas conversas sobre o Novo Objetivo Coletivo de Financiamento Climático (que substituirá os US$ 100 bilhões por ano prometidos na COP15).
Tudo isso mostra que a agenda climática está viva, em construção — e pressionando por mais resultados concretos.
O Lado Crítico: Lentos demais para um planeta em emergência
Apesar do progresso, o tom geral em Bonn foi de frustração com a lentidão das negociações. O planeta aquece, eventos extremos se intensificam, e as ações concretas ainda caminham atrás das promessas.
❌ Não houve avanços relevantes na implementação prática do Artigo 6 (mercado de carbono), travado por disputas técnicas e políticas.
❌ Países ainda resistem em assumir metas mais ambiciosas e vinculantes.
❌ O setor privado segue sendo pouco envolvido nas decisões, embora seja parte vital da solução.

E a COP30 no Brasil?
Com a COP30 marcada para acontecer em Belém, em 2025, o Brasil tem a oportunidade (e o desafio) de liderar o debate global com foco em:
- Florestas e Amazônia
- Justiça climática
- Transição energética justa
- Economia de baixo carbono com inclusão social
Mas para isso, é preciso mais do que discursos: é necessário garantir participação real de diferentes setores da sociedade, principalmente comunidades tradicionais, juventudes e o setor produtivo.
O que tudo isso tem a ver com as empresas?
Muito. O cenário que se desenha até a COP30 reforça que ESG não é uma agenda isolada, mas sim uma resposta estratégica aos riscos e oportunidades de um mundo em transformação.
As empresas que quiserem liderar esse novo momento precisam:
- Medir e reduzir suas emissões de forma consistente
- Incorporar critérios de adaptação climática nos seus negócios
- Apoiar cadeias sustentáveis e inovadoras
- Se engajar nos debates nacionais e internacionais sobre clima
Otimismo com responsabilidade
A preparação para a COP30 não é só uma responsabilidade dos governos. É também uma janela de oportunidade para o setor privado mostrar protagonismo. Em Bonn, vimos avanços. Mas também ficou claro: não temos mais tempo a perder.
A boa notícia? Ainda dá tempo de agir. E a 3SG Consultoria está aqui para ajudar empresas a se prepararem com estratégia, seriedade e impacto.
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